São três a cinco minutos diários. Cerca de 15 notícias editadas semanalmente. Mais de 250 episódios produzidos por ano… E uma audiência que se mantém fiel.

Produzir Mundo Automóvel, um programa de informação diária sobre este sector, exige uma metodologia de trabalho rigorosa e eficaz que permita a gestão de grandes quantidades de informação, disponível em múltiplos suportes, e que facilite o trabalho de todos os intervenientes no projecto. Esse foi o desafio da Digital Azul.


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O projecto

Mundo Automóvel é um magazine diário sobre o universo dos carros, com duração de entre três e cinco minutos. A linha editorial privilegia notícias sobre tecnologia, ambiente, segurança, design e novos modelos a lançar nos mercados nacional e internacional, sempre com o cunho assertivo da actualidade. O programa, da autoria de Jorge Pêgo, que assegura a locução e a edição executiva, já passou por várias temporadas. Toda a produção técnica é da responsabilidade da Digital Azul.

Um dos grandes factores de diferenciação deste programa é o seu formato multiplataforma: além de ser emitido actualmente na RTP Notícias, na RTP Mobile, na RTP África e na RTP Internacional, está disponível no Facebook (www.facebook.com/MundoAutomovel), no respectivo blogue (http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/mundoautomovel), no YouTube e já esteve também num dos canais do portal Sapo (http://auto.sapo.pt/carros/). Desta forma, o programa chega a um universo potencial de milhões de falantes da língua portuguesa, em todo o mundo.

 

A intervenção da Digital Azul

Viabilizar um programa de informação diária, através de um orçamento e de uma estrutura de produção compatíveis, numa altura em que a conjectura do mercado não proporcionava grandes investimentos, foi a primeira prova superada pela Digital Azul, vencendo em concurso a produção do programa.

A segunda foi, naturalmente, colocá-lo no ar e, sobretudo, mantê-lo. Hoje, “a Digital Azul gere todo o processo, desde a gravação das locuções à entrega das cassetes passando pela edição das peças e pela gestão do trabalho com os jornalistas”, refere João Tocha, director de audiovisuais da Digital Azul. 

Da estratégia ao processo criativo

Em produção audiovisual, as dores de cabeça têm origem em pequenos problemas que rapidamente se tornam imensuráveis: erros diminutos que atrasam o processo, falhas de comunicação entre os intervenientes, que dificultam a prossecução das tarefas, e má gestão dos trabalhos de todos os participantes que acabam por se prejudicar mutuamente. Em última instância, estes obstáculos comprometem a criatividade e, consequentemente, a qualidade do produto final.

Ciente deste risco, a Digital Azul começou por criar soluções que permitissem a gestão e o armazenamento de grandes quantidades de informação vídeo (, etc.), incluindo uma plataforma de trabalho comum a todos os intervenientes, que facilitasse o workflow das várias componentes do processo, desde a chegada de materiais à pós-produção, e das suas matérias-primas: textos, imagens, áudio e vídeo.

“A gestão de tempo num programa diário é decisiva”, argumenta João Tocha. “A Digital Azul assumiu-se como o ‘valium’ dos produtores, conseguindo ultrapassar aqueles erros mais comuns, que nos fazem perder tempo precioso ao telefone… O ideal é mesmo não ter de o usar”, explica.

Na vertente editorial, as áreas do programa que têm merecido uma maior atenção são os oráculos, a gestão de notícias e, naturalmente, a pós-produção.

Para as primeiras duas foi desenvolvida uma rotina na plataforma partilhada pelos intervenientes, com o objectivo de facilitar a criação e actualização dinâmicas do número da notícia, do oráculo e do texto, bem como a posterior inserção no timeline. Desta forma, não só os profissionais envolvidos, desde os jornalistas aos diversos elementos da produção, têm acesso permanente aos conteúdos (vídeos, imagens, áudio e textos) do programa, como estes podem ser constantemente actualizados e disponibilizados em tempo real, num único ficheiro.

No que respeita à pós-produção, a preocupação pautou-se, por um lado, pela integridade da tarefa de edição restrita a um processo exclusivamente criativo, sem interrupções de ordem técnica e pré-produtiva, e, por outro, pela optimização do tempo dedicado à pós-produção, tendo em conta que eram semanalmente gravadas 15 a 16 notícias com um tempo aproximado de 30 a 60 segundos cada.

Esta rotina rigorosa, mas muito eficaz, teve repercussões mais do que positivas para todos os elementos da Digital Azul. “Na estreia, não precisámos de fazer ‘noitadas’. E não nos podemos esquecer de que este programa corresponde a quase cinco minutos que estão a ir para o ar… todos os dias”, argumenta João Tocha.

Cada dia da semana consegue ser dirigido a um aspecto específico do processo: a segunda-feira é preenchida com a chegada de textos, gravação da locução, preparação dos oráculos e pesquisa de imagens, ao mesmo tempo que decorrem as tarefas de digitalização de cassetes e encondings/transcodings de ficheiros para edição; na terça-feira, prossegue-se com a pesquisa e preparação de imagens; a quarta-feira é inteiramente dedicada à edição e pós-produção; a quinta-feira é reservada aos alinhamentos, exportações e gravações; a sexta-feira é preenchida com os encodings para os variados formatos de distribuição. E tudo isto sem comprometer, naturalmente, os restantes trabalhos e clientes da Digital Azul.

Teria sido possível colocar o programa no ar sem esta dinâmica de trabalho? “Não” será a única resposta adequada.

 

Texto: Pedro Motta da Silva 

 

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